Crepúsculo, o vento tocava o rosto dela, as árvores cantavam, e ela, sorria feliz por estar ali, no meio de toda a natureza, vendo os pássaros, os animais, e sentindo toda a paz e tranqüilidade possível. Pegou seu fiel amigo, um violão velho, que pertenceu a seu pai, o qual havia sumido há cerca de treze anos, e essa era única lembrança que possuía dele.
Começou a tocar a sua música preferida, Always, de Jon Bon Jovi. Essa música fazia ela refletir sobre sua vida, seus erros, seus acertos, lhe trazia as melhores e mais perfeitas lembranças.
Após um tempo, começou a imaginar sua vida, seu futuro, sua família. E então teve planos mirabolantes, idéias malucas, vontades bestas, e tudo mais que uma garota quer para sua vida adulta. Imaginou também sua futura casa, no meio de uma mata, perto de um riacho, dentre árvores e animais. Fez planos para seus filhos, se é que teria algum, inventou festas, bares, amigos, amores, inventou uma vida que lhe fazia sentir-se perfeita.
Ao voltar ao normal, começou a relembrar toda a sua vida, tombos, sorrisos, choros, festas, castigos, férias, viagens, tudo o que lhe fez mal e lhe fez bem. Sorria sem perceber, sentia-se feliz com tudo o que havia feito na vida, inclusive as coisas ruins. Reclamava tanto da vida, e agora percebia que sua vida havia sido maravilhosa comparando com a de algumas amigas, pessoas conhecidas e até mesmo desconhecidas, cujas histórias chegavam a seu conhecimento.
Sentiu uma grande alegria, prometeu a si mesma que tentaria fazer o melhor para ter uma vida melhor, procuraria cada vez mais ser uma garota simples, humilde, e grata. Grata por tudo que tinha na vida.
Voltou a tocar violão, feliz, gloriosa e batalhadora. Tudo corria normal novamente, tudo estava bem, até o momento em que...é melhor deixarmos para lá.
Acho que conheço esse final kkkkk.Parabens por saber expressar o que há dentro de ti da forma mais tocante e certa.
ResponderExcluirte admiro e te amo.